Irei dar-te a minha vida para as tuas mãos, irás fazer dela o que quiseres, se é assim que preferes...
Não tenho condições de espernear, de fazer frente, estou a render-me ao que de bom não tens.
Dizer que sou livre quando me agarras e apertas cada vez mais, já nem consigo respirar. Que queres tu de mim? A vida que não tiveste?
Quero ir longe, correr sem limites e regras, cair e esfolar-me, rir-me sem motivo. Tenho a minha identidade e por vezes perco-a quando fico fora de mim, nao consigo estar fechada, sufocada em algo que não me pertence. Outrora revoltada, mas agora mais controlada, grito para dentro, choro sem lágrimas.
Vontade de ficar calada, pensado em quem ja fui, em quem sou e interrogando-me sobre quem serei.
Olhas para mim, mas não me vês, nao reconheces que o tempo passou, não sabes mais quem eu sou.
Não, não vou provar o contrário, já o fiz uma fez e o sentimento que isso causa em mim não é positivo...
Tira as amarras... Observa o que aprendi. Confia.
Vanessa Chumbinho

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